Volkswagen Virtus começa a ser fabricado no Brasil
Novo sedã compacto tem estreia marcada para janeiro de 2018
Histórica, a fábrica Anchieta da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) teve altos e baixos em seu meio século de existência, inclusive a ameaça de fechamento. Mas a unidade voltou a ter importância para a montadora alemã.
Com a introdução da nova família Polo, a imensa fábrica retomou a produção em três turnos, uma espécie de termômetro de sua utilidade. E um dos motivos para isso responde pelo nome de Virtus.
O sedã compacto derivado do Polo foi apresentado oficialmente na quinta-feira (16) e teve sua produção iniciada nesta semana, ou seja, pouco mais de um mês antes de sua estreia nas concessionárias, marcada para janeiro de 2018.
4 mil pedidos
A fábrica Anchieta atual em nada lembra a que ficou famosa nas décadas de 70 e 80 quando produzia nada menos que o Fusca e a Kombi, dois ícones da indústria automobilística. Naquela época o método de fabricação era basicamente “humano” e com recursos que hoje parecem dignos da idade média como a famosa marreta usada para ajusta o eixo traseiro do veículo.
Com a adoção da plataforma MQB-A0, utilizada pelo Polo e também pelo Virtus, entrou em cena um novo conceito de fabricação que inclui nada menos que 373 robôs no setor de armação, responsável por unir várias peças da carroceria, solda a laser e outros recursos modernos que tornam o trabalho mais preciso e também reduzem o custo, chave para ter um produto mais rentável.
Pelo que diz a Volkswagen, a fábrica terá bastante trabalho: o Polo teria 4 mil pedidos acumulados desde o início das vendas, 2,3 mil deles já emplacados até o final de novembro. Com o Virtus, sedã que preencherá a lacuna entre o Voyage e o Jetta, esse volume deve crescer significativamente, espera a fabricante. Nada mal para uma fábrica prestes a completar 50 anos em novembro de 2019.