Fiat Toro com novo motor 2.2 turbodiesel: confira as primeiras impressões
Picape deixa de ter o 2.0 Multijet II e fica mais ágil nas acelerações e retomadas entre os avanços
Em substituição ao anterior turbodiesel de 2 litros, o novo 2,2-litros igual ao da Rampage e do Commander atende os novos limites de emissões em vigor desde janeiro. Agora entrega 200 cv 45,9 m·kgf ante 170 cv e 35,7 m·kgf.
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Não houve nenhuma mudança visual em relação ao modelo 2024. Com essa atualização, a picape se tornou mais ágil e eficiente, para uma condução mais vigorosa e prazerosa. Primeira avaliação foi no Circuito Panamericano (pista de testes da Pirelli), em Elias Fausto, SP, a 111 km da capital paulista.
No asfalto, a Toro mostrou a resposta ao acelerador mais imediata, o que torna ultrapassagens e retomadas mais seguras e ágeis. Com a nova motorização, passa a acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 9,6 s na versão Volcano e 9,8 s na Ranch, avanço considerável em relação aos 11,6 s do modelo anterior.
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A evolução deve-se, principalmente ao turbocompressor com turbina de geometria variável, além claro de 10% de aumento da cilindrada. Velocidade máxima passou de 190 para 201 km/h.
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Imagem: Divulgação
O câmbio automático de nove marchas da Toro também recebeu novo conversor de torque e teve a relação de diferencial alongada em 14%. Isso resultou em trocas mais suaves. A suspensão traseira foi ajustada com molas de pré-carga diferente, o que melhorou o comportamento em piso irregular. Diâmetro dos discos de freio passaram de 305 para 330 mm.
Na avaliação off-road, o novo motor tornou a picape mais previsível, principalmente em saídas de curvas. O ganho de potência contribui significativamente para melhor controle de trajetória, em espacial quando e frente da picape tende a sair. Neste caso, ganho de torque faz diferença. Consumo de combustível declarado, referência Inmetro: 10,5 km/l, cidade e de 13,6 km/l, na estrada.
Preços: R$ 206.990 a R$ 224.990.
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Imagem: Divulgação
Chinesas: duas saem, outras duas entram no Brasil
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Era fácil de prever. Seres confirmou saída e Neta oficialmente afirma que não vai se despedir do Brasil, embora a situação da matriz na China seja periclitante, conforme noticiário internacional.
No caso da primeira, os lançamentos, ou meras apresentações, foram fracos, o plano de negócios inconsistente, faltou capital e empenho e, acima de tudo, planejamento e visão do País. A Neta só tem uma concessionária, em Brasília, DF e reafirma que nomeará outras em breve. Sabe-se que pontos de vendas em shopping centers, como são hoje, não se sustentam.
Outras chinesas, ao contrário, adquiriram instalações industriais em Iracemápolis, SP e Camaçari, BA, GWM e BYD, respectivamente. Há uma terceira, GAC, que está animada. Continua interessada na fábrica da Toyota, em Indaiatuba, SP, em processo de desativação. Sem unidade fabril no País e com o imposto de importação subindo para 35% em 2026, ficará bastante difícil qualquer marca de volume competir no Brasil.
Já o grupo Chery foi o primeiro a construir uma fábrica aqui, em Jacareí, SP. A unidade fechou em 2022 depois que a empresa chinesa praticamente já tinha doado as instalações para a atual Caoa Chery. Há poucos dias, Caoa retribuiu ao ceder parte do terreno para que o grupo chinês volte a tentar se firmar industrialmente aqui, desta vez com a divisão Omoda & Jaecoo. Por enquanto, são dois modelos importados: Suve cupê elétrico Omoda 5, agora e o suve híbrido plugável Jaecoo 7, mais adiante.
Marcas mais vendidas no mundo: depende de quem faz as estatísticas
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Imagem: Reprodução
O levantamento feito pela consultoria japonesa MarkLines, que tem parceria com a revista Autoesporte no Brasil, é considerado um dos mais confiáveis em termos de registros oficiais de vendas mundiais de veículos. A empresa fundada em 2001, sediada em Tóquio, tem subsidiárias nos EUA, China, Tailândia, Alemanha, Índia e México. No começo deste mês listou os maiores grupos produtores de veículos leves, ao redor do mundo, em 2024.
Reproduzo os que venderam mais de 1 milhão de veículos, com base na informação dos fabricantes (números em milhões de unidades):
1) Toyota, 9,798; 2) Grupo VW, 8,529; 3) Hyundai-Kia, 6,629; 4) GM, 5,480; 5) Stellantis, 5,449; 6) Renault-Nissan-Mitsubishi, 5.205; 7) BYD, 4,512; 8) Ford, 4,097; 9) Honda, 3,814; 10) Grupo Geely, 3,331; 11) Suzuki, 3.099; 12) Grupo Chery, 2,883; 13) BMW, 2,273; 14) Mercedes-Benz, 2.133; 15) Changan, 2,071; 16) Tesla, 1,985; 17) GWM, 1,621; 18) Grupo Tata, 1,277 e 19) Mazda, 1,211.
As vendas, suponho, devem ter incluído automóveis e comerciais leves, ou seja, somadas as picapes pelos números de GM, Stellantis e Ford, por exemplo. Contudo, talvez não considerem furgões de carga. Um exemplo: Mercedes indicou oficialmente as vendas de 1,983 milhão de unidades de automóveis e 406 mil furgões, o que a colocaria à frente da BMW, embora esta não fabrique furgões.
No entanto, o site jornalístico americano especializado em notícias de veículos elétricos e energia limpa, Clean Technica, possivelmente, deu um jeitinho para que a BYD com forte posição em elétricos e híbridos (não produz mais veículos apenas com motores a combustão) subisse na classificação de sétimo para terceiro no mundo. O critério não está claro, pois os números divergem, talvez nem mesmo consolidados. Certamente desconsiderou conglomerado de marcas. Referência também em milhões de unidades.
1) Toyota, 9,09; 2) VW, 4,93, 3) BYD, 3,80; 4) Honda, 3,74; 5) Ford, 3,69; 6) Hyundai, 3,69; 7) Nissan, 3,13; 8) Chevrolet, 3,03; 9) Kia, 2,91 e 10) Mercedes-Benz, 2,18.
Grupo BMW: X3 e MINI Aceman, simultaneamente
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Imagem: Divulgação
O novo X3 M50 XDrive, na quarta geração, evoluiu bastante. Estilo mantem-se fiel à marca, inclusive as quatros saídas de escapamento funcionais. O suve médio-grande tem 2.865 mm (mais 10 mm) de entre-eixos, 4.755 mm de comprimento (mais 34 mm), 1.920 mm de largura (mais 29 mm), 1.660 mm de altura (25 mm a menos), massa em ordem de marca acima de duas toneladas (exatos 2.057 kg) e ótimo porta-malas de 570 L.
BMW optou por um sistema híbrido básico, de 48 V, 18 cv e 20,4 m·kgf. O pequeno alternador-motor, associado ao clássico e potente seis-cilindros em linha, 3-litros turbo a gasolina, entrega o total de 398 cv e 59,1 m·kgf. Há ainda o modo boost, muito útil em ultrapassagens. Aceleração de 0 a 100 km/h em convincentes 4,6 s.
Suspensões são adaptativas, rodas de 21 pol. e freios bem dimensionados para a proposta de um suve desse porte e desempenho, em viagem de primeira avaliação. Precisão do volante igualmente de alto nível, assim como as respostas do câmbio automático epicíclico de oito marchas. Nos modos Sport e Sport Plus não faz troca automática no limite de rotações do motor, mantendo a marcha, o que demonstra o caráter “M” do modelo.
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Imagem: Divulgação
Navegação com realidade aumentada é bastante interessante, com ajuda de câmeras. Centralização de faixa de rolagem boa e precisa. Preço: R$ 624.950.
MINI Aceman, um elétrico totalmente novo e de estilo atraente, oferece duas opções de motorização: 184 cv/29,6 m·kgf· (R$ 254.990) e 218 cv/33,6 m·kgf (R$ 304.990). Apresenta dimensões compactas: comprimento, 4.075 mm; largura, 1.754 mm; altura, 1.507 mm; entre-eixos, 2.606 mm (portanto, pouco espaçoso) e porta-malas de apenas 300 L.
A massa das baterias limita seu desempenho, especialmente em rodovias. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,6 s e 7,1 s, respectivamente. Alcances médios, padrão Inmetro, de 253 km e 270 km, impõem limites às viagens. Internamente, o mostrador único central tem seu charme, mas é pouco prático. Navegação de realidade aumentada impressiona e suspensões bem calibradas desatacam-se.
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