Se aqui no Brasil a Fiat perdeu a liderança de vários anos a frente do mercado para a Chevrolet, a situação não é muito diferente ao redor do mundo. De acordo com dados da Focus2move, empresa especializada em informações do setor automotivo global, as vendas da marca italiana registraram um tombo de 25% no período de 2010 a 2016.

Segundo os números levantados pela Focus2move, em 2010 a Fiat comercializou ao redor do mundo cerca de 2 milhões de veículos, número que despencou para 1.521.000 em 2016. Com isso, as vendas da fabricante italiana mostraram uma redução de 4,1% por ano no período, enquanto a média das fabricantes foi um crescimento de 4,6% por ano considerando o intervalo de 2010 a 2016.

Ao contrário das principais marcas do mundo, que adotam uma estratégia agressiva de internacionalização de suas operações, a Fiat está dependendo cada vez mais da Europa e, especificamente, da Itália. Em 2016, as vendas no Velho Continente representaram 67,5% de tudo o que a Fiat vendeu no mundo. Em 2010, a Europa respondia por 51,9% desse total.

A participação das Américas na Fiat caiu de 45,8% em 2010 para 28,8% em 2016, enquanto a Ásia respondeu por apenas 2,2% das vendas da Fiat no ano passado.

Só a Itália é responsável por 28,7% das vendas totais da Fiat em 2016. O Brasil, que chegou a representar 37,7% em 2010 encerrou 2016 com uma participação de 20% nas vendas globais da montadora. A Turquia figura logo depois com 7%, seguida por Alemanha com 6,8% e França com 6,5%.

No Brasil, segundo o ranking do AUTOO, a Fiat era a líder de mercado em 2010, registrando naquele ano 759.954 unidades vendidas logo a frente da Volkswagen. A Fiat seguiu na liderança do mercado até 2015, sendo ultrapassada pela Chevrolet em 2016. Na tentativa de se re-erguer por aqui, a Fiat prepara novidades importantes para 2017, como a estreia de sua nova gama de compactos representada pelos projetos X6H e X6S. A previsão é que o hatch seja apresentado ainda neste semestre.

César Tizo

César Tizo |