Seria injusto esperar de um produto da Renault o mesmo desempenho de um Toyota, Honda ou Hyundai, marcas que possuem uma clientela mais fiel, mas o início de carreira do Captur, novo SUV compacto da montadora francesa decepcionou nessas primeiras semanas de vendas.

Em março, o Captur teve apenas 136 emplacamentos até o dia 10. Como comparação, o irmão Duster vendeu 453 unidades no mês período, ou seja, três vezes mais, mesmo já sendo um veterano do segmento.

No mês passado, quando foi lançado, o Captur teve 258 unidades emplacadas, mas há de se reconhecer que parte disso é destinada a tarefas como test-drive em concessionárias e mesmo o evento de lançamento. O que causa estranheza é que o modelo está na mídia desde o Salão do Automóvel, em novembro, e foi colocado em pré-venda desde então – a campanha de marketing, inclusive, conta com a atriz Marina Ruy Barbosa, estrela em alta no momento.

Tamanha exposição deveria provocar uma certa procura inicial, ainda mais por ser uma categoria em alta e pelo Captur ter um design atraente. AUTOO ligou para algumas concessionárias da Renault e a informação passada pelos vendedores foi curiosa: o modelo já estava disponível nessas lojas, mas apenas neste final de semana ‘foi lançado’, com ações de test-drive, por exemplo.

Portfólio incompleto

Certamente, será possível descobrir qual é a aceitação do Captur no mercado apenas dentro de dois ou três meses, mas um aspecto parece jogar contra o carro por enquanto, a ausência das versões intermediárias.

A Renault optou por colocar à venda apenas duas das quatro versões, justamente os extremos da linha: um Captur manual 1.6 e o Captur 2.0 automático com lista de equipamentos mais completa. O primeiro custa R$ 79 mil, um valor salgado para uma versão pouco procurada pelo público (câmbio manual). Já o segundo, por R$ 88,5 mil, tem transmissão automática, porém, uma caixa antiga usada pelo Duster também, além de um motor que também não é novidade.

A marca já confirmou que terá outros dois modelos, ambos equipados com o motor 1.6 SCe, bem econômico, e uma transmissão CVT, mais eficiente. Porém, eles estão previstos apenas a partir de maio. Talvez com eles, o desempenho de vendas seja mais compatível com o que se espera de um modelo desta categoria.

Se ele vale a pena com motor 2.0 e câmbio automático? AUTOO avaliará o modelo pela primeira vez até o final do mês e dirá sua opinião em breve.

 
 
Renault Kaptur 2017
 
Renault Kaptur 2017
Renault Kaptur 2017
Renault Captur 2017
 
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
 
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
 
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
 
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
 
Renault Captur 2017
Renault Captur 2017
 
 
Ricardo Meier

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