Ainda foi na década passada, em agosto de 2008, que o Chevrolet Captiva chegou ao mercado brasileiro dando o que falar. Com um projeto bem moderno para a época, o Captiva ainda conquistou vários fãs na época graças a oferta de um vigoroso, porém beberrão, motor V6. Pouco tempo depois, em fevereiro de 2009, chegaria a opção de entrada 2.4 com um conjunto mais racional, mesmo assim mantendo o porte e o bom acabamento que consagrou o modelo.

Se na época o Chevrolet Captiva tinha poucos e discretos rivais, com destaque para o Honda CR-V e o Volkswagen Tiguan, quando entramos nessa década o segmento começou a fervilhar com a estreia do Hyundai ix35, Kia Sportage e tantos outros. Com isso, ao longo do tempo, o desbravador Captiva foi perdendo espaço para os concorrentes mais modernos e levando mais consumidores às concessionárias em grande parte graças ao “fator novidade”.

Colocando os números na mesa, basta dizer que em 2009 o Captiva encerrou o ano com 13.584 unidades vendidas, número que lhe conferia quase 9% de participação no segmento ainda incipiente de SUVs, o qual estava longe de possuir a força que tem atualmente. É interessante destacar que 2009 também foi um ano bom para a indústria automotiva, com 3.009.094 unidades vendidas entre veículos de passeio e comerciais leves. Já em 2016, ano que apenas 1.986.362 unidades ganharam as ruas, as vendas do Captiva seguiram o mesmo rumo, tendo registrado somente 1.110 emplacamentos ao longo de todo ano.

A GM, fabricante que tem uma forte reputação no campo dos utilitários esportivos e sedãs por aqui, sabe que não pode perder tanta participação no segmento e vai recorrer a sua ampla linha de SUVs oferecida nos EUA para reverter esse cenário.

Apesar de ainda desconversar quando questionados diretamente, os executivos da marca deixam transparecer que de fato o Chevrolet Equinox chegará ao Brasil ainda neste ano para resgatar o mesmo “efeito Captiva” de quase 10 anos atrás.

A demora do pessoal da Chevrolet até que pode ser compreendida uma vez que a nova geração do Equinox foi lançada em setembro de 2016 logo não faria sentido antecipar a chegada do modelo por aqui. Bem mais moderno, a nova geração do Equinox ainda traz melhorias de projeto e estruturais consideráveis, como a redução de 180 kg (!) no peso. O conjunto de suspensão independente nas quatro rodas, do tipo multibraço na traseira, deve conferir ao modelo um bom controle dinâmico. O Equinox pode receber rodas de liga leve aro 17”, 18” ou 19” dependendo da versão e sai de fábrica com os controles de tração e estabilidade.

Em termos de tamanho, o Equinox conta com 4,65 m de comprimento, 1,84 m de largura e 1,66 m de altura. Apenas como comparação, o Captiva 2.4 atual conta, respectivamente, com 4,57 m, 1,85 m e 1,70 m, portanto dimensões próximas. Um dos pontos positivos do Equinox, contudo, vai para seu excelente porta-malas. A capacidade declarada é de 846 litros, sendo que o Equinox consegue armazenar até 1.798 litros de bagagem com os bancos traseiros rebatidos. 

 
 
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
Chevrolet Equinox 2018
Chevrolet Equinox 2018
 
 

Outro ponto forte do Equinox diz respeito à eficiência do conjunto mecânico. Ele é oferecido nos EUA com três opções de motor. A gasolina ele traz os propulsores 1.5 e 2.0, ambos com turbo e injeção direta de combustível, capazes de entregar 170 e 252 cv, respectivamente. Além deles, também existe a opção do 1.6 turbodiesel com 137 cv.

Enquanto o 1.5 a gasolina turbo e o 1.6 a diesel trabalham em conjunto com o câmbio automático de 6 marchas, o 2.0 turbo recebe a transmissão automática de 9 velocidades, o que deve ajudar em muito na redução do consumo. O Equinox oferece sistema de tração integral, o que, teoricamente, permitiria a venda da versão a diesel por aqui. Seguramente seria um diferencial interessante na categoria, uma vez que existe um grande público consumidor para SUVs com esse tipo de motorização por aqui e ainda não existem muitas opções de porte médio. Um dos rivais poderia ser o Jeep Compass Trailhawk, por exemplo.

Importado do México e sem outros modelos da GM para dividir a cota de importação, o Equinox deverá ter preço competitivo por aqui. Se ele chegar apenas na versão 2.0 turbo a gasolina, podemos esperar um valor girando em torno de R$ 140.000. Vale destacar que, talvez ainda neste ano, a quinta geração do Honda CR-V chegue por aqui com uma proposta bem semelhante ao do Equinox, com destaque para a motorização 1.5 turbo, a mesma presente no Honda Civic Touring. Sem dúvida nenhuma, o segmento dos SUVs médios ficará bem interessante ao longo de 2017! 

César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

César Tizo |