Longe de seus melhores tempos após a chegada do novo Ka e de vários concorrentes, o Fiesta (também conhecido como New Fiesta) está prestes a ganhar um retoque visual na linha 2018. É o que revela uma imagem que circula em redes sociais e mostra um exemplar no que parece ser a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (onde ele é produzido).

A reestilização é leve e envolve um novo para-choque com um desenho que liga os faróis de neblina com uma entrada de ar inferior – a grade também ganha novo desenho e parece existirem faróis de LEDs no modelo flagrado.

De resto, pequenas alterações como rodas e lanternas com desenho atualizado. Por dentro, comenta-se que a central multimídia Sync 3 será adotada – a mesma que equipa o novo EcoSport. Do SUV existe a expectativa de uma mudança de motor, no caso o 1.5 de três cilindros de 137 e sua transmissão automática de seis velocidades – que aposentaria a ruim Poweshift de dupla embreagem -, mas isso não está confirmado.

Caindo pelas tabelas

Apesar da novidade é de se imaginar que a vida do Fiesta continuará difícil no Brasil. Embora tenha muitos fãs, o modelo ficou antigo perante uma nova safra de hatches compactos como o Argo e o Polo – sem falar nas novidades previstas para 2018 como o Toyota Yaris e o Kia Rio, entre outros.

Ao contrário da Europa, onde já existe a nova geração (inspiração para a mudança brasileira, aliás), aqui o Fiesta ainda é da sexta geração, revelada no longínquo ano de 2008 no exterior e que passou a ser produzida no Brasil em 2012.

Hoje o hatch vende pouco: até setembro foram pouco mais de 14 mil unidades contra quase 40 mil em 2015. Talvez seja preciso mais que um tapa no visual para esse panorama mudar.

 
 
Ford Fiesta Active
 
O Fiesta brasileiro teve um facelift levemente inspirado na nova geração do modelo europeu.
Ford Fiesta Active
Imagem vazada do novo Ford Fiesta 2018
 
Imagem vazada do novo Ford Fiesta 2018
Imagem vazada do novo Ford Fiesta 2018
 
 
Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier |