Mesmo conseguindo encerrar 2016 como o fabricante líder em vendas no mundo, o trabalho de resgate da imagem do grupo Volkswagen ainda deverá persistir por um bom tempo.

A Coreia do Sul, um dos mercados em ascensão para o conglomerado alemão, foi um dos países que impôs as sanções mais pesadas para a fabricante após a eclosão do “escândalo do diesel” há cerca de um ano. Agora uma medida ainda mais significativa foi tomada nesta semana: uma corte do país decretou a prisão por um ano e seis meses de um dos executivos do grupo por emitir documentos falsos relativos a testes de emissões e ruído para homologar carros importados. 

A corte sul-coreana liberou apenas o sobrenome do executivo, Yun, e não informou o cargo específico que o mesmo ocupava dentro da organização.

Em agosto de 2016 as autoridades do país suspenderam a venda de 80 modelos entre as marcas Volkswagen, Audi e Bentley na Coreia do Sul e multou o grupo alemão no equivalente a US$ 14,9 milhões após a empresa admitir que seus carros eram capazes de fraudar testes de emissões.

A estratégia linha-dura da Coreia do Sul frente ao grupo Volkswagen também incluiu outro executivo da Audi Volkswagen Korea, dessa vez Johannes Thammer, diretor responsável pelas operações do grupo no país asiático. Nesta ação, o governo também emitiu uma multa de outros US$ 31,8 milhões contra a empresa alemã.

A Audi Volkswagen Korea declarou apenas que “está cooperando plenamente com a procuradoria e participará de boa fé nos próximos procedimentos da corte”.

César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

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